Vida de atleta e certos abusos no fim de ano

Não se deve proibir nada, apenas lembrar das consequências dos abusos no geral principalmente entre atletas e esportistas. Não podemos deixar de falar na pandemia, que voltou a preocupar pela quantidade de pessoas mais jovens (entre 25 e 49 anos) infectadas, em tratamento domiciliar ou internadas.


Uma primeira constatação (de observação, não é pesquisa) em relação aos recentes internados pelo COVID-19 e com menos de 50 anos. Muitas dessas pessoas, eram esportistas que estavam em pleno ciclo de uso ou então usaram nos últimos 12 meses, os famigerados esteroides anabolizantes ou o próprio hormônio testosterona (mesmo na forma de pomada), prescritos por médicos famosos na mídia digital, porém sem nenhuma alteração clínica e laboratorial, que justificasse essa medicação. Ficando como certeza os fins estéticos, fato muito comum atualmente e considerado procedimento ilegal e antiético pelo Conselho Federal de Medicina.


O preocupante foi ter como resultado desse uso, uma queda importante da imunidade geral, e com isso se infectando mais facilmente pelo novocoronavirus e pior ainda, seguindo numa evolução clínica perigosa do coração e dos pulmões, devido à exacerbação da resposta inflamatória na COVID-19.


Outras situações dizem respeito ao abuso de energéticos misturados as bebidas alcoólicas, causando efeitos agudos perigosos porque a cafeína ingerida é um leve estimulante cerebral e enquanto o álcool é uma substância depressiva. Ainda temos a taurina que em doses altas, tem ação irritante do endotélio (camada interna das artérias)


Aliado ao fato da maioria das pessoas relaxar fisicamente, não praticam as imprescindíveis atividades esportivas, com isso aumentando o risco de descompensar as doenças cardiovasculares. Outros abandonam as medicações, para poder beber o que é totalmente errado e perigoso. Beber com limites claros não determina riscos de vida ou de piora da doença que está em tratamento. Até 600 ml de cerveja ou uma taça de vinho ou uma dose de destilado no dia é perfeitamente aceitável para a maioria dos pacientes, o alerta fica sim para os diabéticos, que devem se informar com seu médico, quanto ao consumo de bebidas alcoólicas principalmente as muito doces.


Abusos alimentares nas festas de fim de ano já foram esmiuçados pelas nutricionistas e como cardiologista lembramos que comer algo gorduroso não significa risco eminente de problemas médicos, as preocupações ficam em relação ao sal e ao açúcar, consideramos que sempre devem ser evitados ou pelo menos limitados na sua quantidade. BOAS FESTAS a vocês, Atletas, Esportistas, Sedentários e Pacientes

Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte

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