Poluição agrava as Doenças Cardiovasculares e COVID-19

A declaração foi publicada simultaneamente dia 28 de janeiro no Journal of the American College of Cardiology , Circulation , a European Heart Journal , e Global Heart.

E foi emitida pelas quatro mais importantes sociedades de Cardiologia do mundo - World Heart Federation (WHF), American College of Cardiology (ACC), American Heart Association (AHA) e European Society of Cardiology (ESC) – Solicitam enfaticamente que a comunidade médica e as autoridades de saúde de todos os países tomem medidas para diminuir ao máximo os efeitos nocivos da poluição do ar para a saúde.


Várias pesquisas demonstraram que a poluição do ar aumenta o risco de doenças cardiovasculares (DCV), incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, bem como as doenças crônicas: diabetes e doenças respiratórias.


O fato novo e preocupante, para todos nós e principalmente para os esportistas que costumam se dedicar as práticas de exercícios físicos ao ar livre nestes tempos de pandemia, são as evidências recentes que sugerem que a poluição do ar aumentou o risco de COVID-19 mais grave. A poluição do ar também pode aumentar o risco de transmissão de novos coronavírus devido ao seu impacto provocando tosse mais frequente. Alertam na verdade para a que chamaram de "ameaça tripla" da poluição do ar: COVID-19, Doenças CV e Pulmonares, frequentemente negligenciada pelas autoridades e mesmo pela população


Os autores enfatizam que a poluição do ar precisa ser reconhecida como um importante fator de risco modificável na prevenção e gestão de doenças cardiovasculares, e insistem fortemente que sejam tomadas medidas para reduzir sua influência negativa de curto e longo prazo na saúde cardiovascular.


Defender a mitigação da poluição do ar como medida de saúde, pesquisas adicionais sobre a qualidade do ar e seu impacto nas DCV e intervenções para reduzir a poluição do ar e seu efeito nas doenças não transmissíveis.

  1. Orientar a população em geral sejam esportistas ou pacientes, medidas pessoais para reduzir a exposição, como sistemas de filtragem de ar ambiente e até mesmo evitar os locais poluídos.

  2. Valorizar o uso de índices de qualidade do ar.

  3. As Associações médicas devem participar mais efetivamente do desenvolvimento de diretrizes sobre poluição do ar e doenças dela decorrentes.

  4. Manter o distanciamento seguro na pratica esportiva e usar máscaras e higiene das mãos por todo o tempo que estiver na pratica de seus exercícios.


Neste momento de pandemia, esse alerta contra a poluição tem um peso muito importante. A pratica de esportes pela população foi praticamente abandonada infelizmente e houve um recrudescimento de doenças cardiovasculares, pelo maléfico sedentarismo explícito e pelo distanciamento dos cuidados em geral da saúde. Até “esquecimento” das medicações tem sido frequente. A própria Sociedade Brasileira de Cardiologia, nos levantamentos que fez recentemente, encontrou uma baixa procura de tratamentos cardiovasculares em geral, deixando a procura do médico, apenas para as situações de emergência. Vamos voltar á pratica esportiva, porém em lugares menos poluídos.


Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte

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