“Os frequencímetros não detectam arritmias cardíacas nos atletas, ao contrário do que se imaginava”.

Atualizado: 1 de Dez de 2020

Os frequencímetros ou monitores de frequência cardíaca (MFC) são muito

usados por atletas de provas de resistência (corredores de longas distâncias e

ciclistas) como ferramenta indispensável no treinamento técnico, feito sempre no

intervalo de determinada frequência cardíaca. Milhares de esportistas também usam

os MFC para seu treinamento e para controle dos limites dos batimentos cardíacos.

As ocorrências de grandes e inesperados aumentos nos valores medidos da

frequência cardíaca pelo frequencímetro durante um treino ou prova, causam

preocupação nos usuários, e até mesmo nos médicos procurados para uma consulta

posterior, pois os consideravam ser uma importante arritmia cardíaca. Uma recente e

inédita pesquisa feita na Polônia estudou esse achado preocupante, de possível

arritmia registrada pelos frequencímetros.

De início a pesquisa fez a hipótese de que os registros dos MFC durante um

treinamento, interpretados como arritmia pelos atletas, seriam provavelmente artefatos

ou defeitos de registros. Os MFC não são isentos de artefatos e, porém na ausência

deles, são ferramentas valiosas para controlar a intensidade de um treinamento.

Quanto aos aspectos cardiológicos desses aparelhos tão em voga, eles não

distinguem o tipo de arritmia, porém “se houver sintomas e queda do desempenho

físico, com o aumento da frequência cardíaca”, é que se deve valorizar o evento e

procurar seu médico para realizar uma investigação especializada completa.

Nessa pesquisa foram observadas arritmias em atletas com corações

saudáveis, o que não foi fator prognóstico negativo e nem foi motivo para o

cardiologista recomendar suspender atividades esportivas.

O treinamento de resistência (maratona e ciclismo) não aumentou a

mortalidade, porém pode desencadear arritmia fatal, se for um cardíaco mesmo de

grau leve, que não tenha feito nenhum programa de reabilitação cardiovascular.

Concluiu-se na pesquisa que aqueles aumentos súbitos da frequência cardíaca

registrados pelo MFC, mas, sem nenhum sintoma é improvável que seja uma arritmia

cardíaca significativa e é bem provável que essas “arritmias” observadas no MFC na

verdade são artefatos dos aparelhos que monitoram os batimentos cardíacos.

As atividade físicas regulares feitas com orientação de um educador físico ou

fisioterapeuta e após avaliação médica competente, só traz benefícios para a

prevenção das doenças e na manutenção da saúde.


Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte


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