Mobilidade Urbana, importante e moderna ferramenta para Saúde

Atualizado: 2 de Dez de 2020

O assunto mobilidade urbana ativa floresceu nos últimos anos e agora com a progressiva resolução da pandemia, será a verdadeira revolução urbana. Convidei um grande aficionado por ciclismo, o cardiologista e médico do esporte em Belo Horizonte- MG, o Dr. Marconi Gomes da Silva, para comentar esse tão caro tema.


A existência de condições adequadas para a mobilidade das pessoas é um fator determinante para que as cidades cumpram o seu importante papel nas relações de troca de bens e serviços, cultura e conhecimento entre os cidadãos. As pessoas deixaram de se movimentar e realizar exercícios físicos como parte dos deslocamentos do dia a dia, seja em função do uso excessivo do carro ou devido ao pouco acesso a alternativas de transporte que estimulem a atividade física.


A mobilidade urbana ativa é uma forma de deslocamento não motorizado, baseado na propulsão humana. No Brasil, os meios de transporte ativos mais utilizados são a caminhada, bicicleta, triciclos, patins, skates, patinetes não elétricas e cadeiras de rodas.


Dados do ministério da Saúde mostram que 49% da população brasileira está insuficientemente ativa e 15% foi considerada inativa, ou seja, não pratica nenhum minuto sequer de exercícios físicos na intensidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para um adulto ter benefícios para a saúde e ser considerado fisicamente ativo, a recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais de exercícios físicos em intensidade moderada ou 75 minutos de exercícios de alta intensidade. Dados científico recentes mostram que essa recomendação da OMS, quando transposta para a mobilidade urbana, equivale a 100 minutos de ciclismo urbano ou 170 minutos de caminhada.


A adoção dos hábitos ativos de mobilidade urbana irá contribuir para a melhoria nos indicadores de saúde: diminuição dos níveis de inatividade física/sedentarismo; redução dos problemas respiratórios pela diminuição da poluição atmosférica, na restrição ao uso de equipamentos motorizados; redução do risco e mortalidade cardiovasculares como também por todas as causas de morte. Enfim teremos melhora da saúde física e mental, inclusive retardando o envelhecimento e as temidas degenerações cerebrais.


As políticas e regulamentos de planejamento urbano e de transporte podem influenciar a localização de destinos essenciais das atividades diárias das pessoas (como lojas, ambientes de trabalho e estudo, locais de recreação e socialização) e a facilidade com que esses espaços podem ser alcançados por meio da mobilidade ativa e uso do transporte público. Estamos no melhor momento para a revolução da mobilidade urbana nas cidades, evitando as aglomerações inevitáveis do transporte coletivo e estimulando as atividades físicas sadias, como as caminhadas e uso de bicicleta, num verdadeiro programa anti-sedentarismo. Afinal, como diz o Dr. Marconi, movimento é vida e vida pede movimento.

Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte

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