Mais exercícios físicos menos complicações de um Câncer

Atualizado: 1 de Dez de 2020

Quando falamos nos benefícios de ser ativo fisicamente, muitos ainda se

surpreendem, porém cada vez mais pesquisas e dos mais diversos focos demonstram

que estamos no caminho certo. Uma longa pesquisa feita ao longo de 14 anos num

grupo de 5807 pacientes com algum tipo de câncer e que foi publicada em dezembro

de 2018, concluiu que praticar exercícios físicos após ter diagnóstico de câncer,

melhorou os efeitos do tratamento e em consequência a sobrevida, mesmo em

pacientes que não se exercitavam previamente.


Os participantes da pesquisa eram principalmente brancos, mais mulheres do

que homens (55% versus 45%) e um total de 1390 pacientes (24,4%) disseram que

não se exercitaram regularmente antes do diagnóstico e 2400 (41,9%) disseram não

se exercitar após o diagnóstico de câncer.


Um benefício significativo na sobrevivência, com a prática de exercícios mistos

aeróbicos e de fortalecimento muscular , foi observado em pacientes com um dos oito

tumores mais comuns: de mama, cólon, próstata, ovário, bexiga, endométrio, esôfago

e pele (principalmente o melanoma). Os números foram expressivos, pacientes ativos

regulares sobreviveram mais que os pacientes sedentários. Chamou a atenção que

se exercitar três a quatro vezes e mesmo apenas 01 ou 02 dias por semana antes e

depois do diagnóstico de câncer, reduziu o risco de mortalidade em 40% em relação

aos habitualmente inativos. Até os pacientes que se exercitaram uma semana antes e

depois do diagnóstico de câncer também melhoraram significativamente a sobrevida

em comparação com seus colegas sedentários. Eles tiveram uma redução de 32% na

mortalidade por todas as causas e na mortalidade específica por câncer mostrou o

estudo. Os benefícios de sobrevida foram observados independentemente do sexo,

idade, peso, tabagismo ou estágio do câncer do paciente. Esta é uma boa notícia para

todos os pacientes com câncer pois qualquer quantidade de atividade semanal

regular é melhor que a inatividade.


No entanto, houve preocupação sobre como praticar e qual o exercício possível

nos pacientes graves, sem criar riscos adicionais para a saúde. Sem dúvida não se

deve propor uma abordagem única para todos os pacientes. Como orientação geral, os pacientes com outras doenças associadas e mais frágeis, precisam ser adequadamente considerados em relação às contraindicações, quando se indica atividade física.


Referencia: Rikki A. Cannioto, PhD, Roswell Park Comprehensive Cancer Center

Buffalo., NY. Medscape.Medica News


Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte


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