Crônica do esportista com COVID – 19

Com mais de 70 anos, esportista amador regular, que jogou basquete até federado, praticante atual de exercícios físicos com orientação de profissional de educação física. Tomou a primeira dose de vacina em janeiro e porém depois de atender atleta profissional pós COVID, acabou por se contaminar.


Sem dúvida o fato de ter sido vacinado fez com que a infecção principalmente dos pulmões, não fosse tão pesada, e essa reação inflamatória sem pneumonia secundária, foi controlada. A sensação de fraqueza, falta de vontade até de andar no quarto é algo muito evidente e desanimadora.


Incrível que mesmo sem febre, a falta de apetite e falta de força até para segurar uma xícara de café de quem sempre praticou e pratica exercícios físicos precisa um esforço incrível. Seguramente um paciente com comorbidades, desde obesidade, hipertensão arterial, diabete e outras doenças cardiovasculares ou pulmonares vai ter muito trabalho para ser compensado e se manter-se vivo.


Continuamos a concordar que a necessidade do isolamento físico com máscaras e higiene das mãos é obrigatória, mesmo pelos vacinados, além dos exercícios físicos diários por todos é fundamental e com certeza vai ser obrigatória por meses.

Não temos heróis e sim pessoas que se protegem, o fato de ser esportista ativo ajuda? Sem dúvida faz a diferença nessa hora, porém pouco sabemos quem pode piorar e quem vai sofrer menos durante o tratamento.


Muitos jovens e adultos com menos de 60 estão abusando, sem o menor cuidado, e nós profissionais da saúde não conseguimos aceitar esse comportamento.

A volta à vida é lenta e vai precisar depois dos primeiros 30 dias, no mínimo mais 45 a 60 dias de exercícios progressivos, constantes e sem forças querer chegar, ao seu ápice rapidamente, a força e a cara da musculatura demora para voltar ao seu normal, mas todos dia temos que fazer exercícios físicos. A panturrilha parece uma bexiga vazia e os braços parecem sacolas vazias.


Mas vencer essa doença inflamatória é o objetivo e seguir as ordens médicas faz a diferença. Seguir o que as autoridades sanitárias nos orientam é fundamental, voltar às atividades físicas desde a simples caminhada é obrigatório, VACINAR é o que fará a diferença.


Saúde é o que interessa, a volta ao trabalho a consequência

Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte


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