Coração de Atleta é bom ou ruim?



O que chamamos de Coração de Atleta que será apresentado cientificamente no Curso de Extensão em Cardiologia do Esporte é o que fisiologicamente se modifica com o treinamento físico moderado e regular, por pelo menos 300 minutos semanais em média de 12 a 14 semanas.


A adaptação é necessária para melhor desempenho cardiológico e por consequência de todo o organismo e podemos afirmar que corações normais adaptados para coração de atleta não irão degenerar para alguma cardiopatia, na imensa maioria dos atletas.

A mais frequente modificação clínica é a bradicardia, ou seja, batimentos cardíacos fora da atividade física, menor que 60 batimentos por minuto. Está em discussão entre os especialistas se deve baixar para 50/bat. min esse valor.


Outra adaptação estrutural é o crescimento (hipertrofia) das paredes do coração, considerando o limite máximo de 13 mm de espessura, com força de contração sempre normal. Outra adaptação é a dilatação das cavidades cardíacas sempre dentro de limites já estabelecidos pela Cardiologia aplicada ao exercício e esporte.


Existem vários atletas que com 05 anos de abandono das atividades esportivas ainda mantinham certo grau bradicardia e de hipertrofia cardíaca.


Ter coração de atleta não predispõe a alguma cardiopatia como regra geral, sabemos que o excesso de treinamento pode provocar algumas alterações em raros atletas predispostos geneticamente.


O correto é o atleta ou esportista manterem avaliações cardiológicas periódicas exatamente para prevenir problemas e até corrigir possíveis excessos danosos para o coração.


Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte

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