Atleta com hipertensão arterial – cuidados no diagnóstico e tratamento

Neste setembro teremos mais Congressos Médicos sobre Esportes e

Exercícios em geral, e neles teremos a oportunidade de atualizar os médicos do

esporte e cardiologistas que atuam na área da atividade física, reabilitação

cardiovascular e esportiva. A porcentagem de pessoas com hipertensão arterial e que

mantém sua pressão bem controlada pelo mundo afora, incrível isso, não passa de

27% na média dos países desenvolvidos e em desenvolvimento como o nosso. Ao fim

de um ano de tratamento quase 70% já abandonou o tratamento.

Entre atletas e esportistas competitivos regulares, com 20 a 40 anos é o

principal fator de risco controlável. Um levantamento feito pela Associação Americana

do Coração entre atletas federados de 20 a 34 anos detectou 9,1 % dos homens e

6,7% das mulheres com níveis de pressão arterial elevada (acima do normal de 120 x

80). Para fechar o diagnóstico se recomenda medi-la menos em duas ocasiões com

intervalo de 07 dias, com aparelhos aferidos e em boas condições.

Para atletas de braços de grande circunferência, ou seja volumosos como os

dos lutadores e fisiculturistas devemos usar aparelhos com manguitos (bolsa que se

enche de ar) larga e própria para esses braços, o mesmo se deve fazer para crianças

ou adultos de braço estreito usar manguitos menores. O erro das medidas por uso de

aparelhos errados é muito grave pelo erro diagnóstico que pode advir disso.

Muito comum que jovens atletas e esportistas fiquem ansiosos ao fazer seus

exames obrigatórios e ter aferida uma falsa pressão elevada. Muitas vezes pedimos

para medir em casa várias vezes. Num atleta é fundamental averiguar se existem

alterações do coração e ou dos rins, o que nas competições pode trazer riscos à

saúde e até proibir a pratica esportiva.

Sabemos que exercícios físicos moderados aeróbicos e praticados

regularmente são importantes para prevenção e manutenção da saúde da população,

porém a doença hipertensiva pode ter complicações se não estiver controlada durante

uma atividade física seja qual for. Nunca confie em medidas aferidas na rua , nas

feiras livres ou em ambientes inadequados, agitados e barulhentos, vai dar erro sem

dúvida. O médico não deve se limitar à uma única medida se a primeira estiver

anormal, medir em ambos os braços, deixar o atleta descansar por minutos, não se

dev tomar café ou estimulantes antes.

Investigar se o atleta ou esportista ingeriu anti-inflamatórios nos 5 dias

anteriores, pois são causas de problemas na pressão arterial, nos rins e no fígado. Se

ele costuma utilizar substâncias proibidas sejam legais ou ilícitas. Os medicamentos

para controle da pressão elevada deve ser muito bem escolhido, pois tem que ser um

que mantenha a pressão normal mesmo aos esforços de um atleta, não deve fazer

cair a performance, não abafar o poder de explosão do atleta e logicamente não lhe

causar doping.

A modalidade esportiva tem que ser trocada? Essa questão deve ser abordada

com o seu médico, pois dependendo do esporte podemos ter maior ou menor risco.

Num exemplo extremo, alpinismo para hipertenso é altamente arriscado, pois a

pressão irá se elevar na subida na montanha e fora ainda o tipo de exercício que é o

mais praticado o isométrico. Nssas condições a revisão da medicação para cada

esporte é sempre recomendado, além de um médico que entenda de esportes e

exercícios físicos.


Nabil Ghorayeb

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