Arritmia afasta LaMarcus Aldridge da NBA em definitivo

A notícia surpreendeu, um dos grandes nomes da NBA, o ala LaMarcus Aldrige do Brooklin Nets com 35 anos decidiu abandonar o esporte profissional por conta de ter novamente arritmia cardíaca, como ele mesmo descreveu batimentos cardíacos irregulares e acelerados.


Em 2007 descobriu ter uma doença cardíaca o Wolf - Parkinson – White, onde o marca passo natural do coração, ao invés de ter apenas uma ligação elétrica com o restante do sistema de condução cardíaco para a contração do mesmo, tem duas ou mais ligações que se formaram durante a gestação. O gatilho que dispara uma arritmia (irregularidade dos batimentos cardíacos), pode ser a atividade física / esportiva ou emoções fortes ou substâncias estimulantes.


Não são raros esses casos e o diagnóstico pode ser feito pelo eletrocardiograma em repouso, o qual sempre insistimos que seja feito ao menos anualmente, principalmente por quem pratica exercícios físicos de qualquer tipo e intensidade. Ressaltamos que o laudo desse exame deve ser dado por cardiologista treinado e no caso de atletas ou esportistas, conhecedor das alterações produzidas pela pratica esportiva.


O Tratamento tem duas vertentes, pode ser clínico com medicações ininterruptas, mas que são consideradas doping nos esportes ou então pelo procedimento conhecido como intervenção invasiva, chamado de Estudo Eletrofisiológico com Ablação ou seja por meio de cateteres introduzidos pelos vasos sanguíneos pela virilha, ao se aproximar do coração os cateteres se comportam como um GPS, a ao se localizar esse feixe elétrico extra e usando a rádio frequência ou a técnica de congelamento, se destrói esse feixe extra e inútil. Após alguns dias o paciente estará liberado para vida normal.


Algumas pessoas, como parece ser o caso de LaMarcus, podem ter mais de um feixe elétrico extra e pior não detectável na ocasião da Ablação, porém ao longo do tempo, esse outro passa a ser estimulado eletricamente voltando a causar as terríveis arritmias com risco de vida. Nessa situação uma nova Ablação se faz necessária para corrigir e anular esse outro feixe extra.


Existe a possibilidade de não ser possível o tratamento por intervenção de Ablação, aí está indicado tomar a medicação antiarrítmica para o resto da vida e até afastamento dos esportes mais intensos pode ser indicado.


Imaginamos que o La Marcus, pela volta das arritmias e pela idade, não de animou a continuar jogar no basquete mais disputado do mundo, o da NBA. Concordamos que ele tomou a melhor decisão, abandonando a vida esportiva profissional.


Entre nós, já tivemos inúmeros casos semelhantes, principalmente atletas de futebol e de basquete entre outros. Todos foram tratados pela Ablação e o insucesso não chegou a 1%. Em semanas voltaram aos esportes.


Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte

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