5 EFEITOS CARDIOLÓGICOS DA MACONHA

Vamos falar da maconha a cannabis sativa, exatamente nesse momento de polêmicas a respeito de sua liberação geral e não se derivado medicinal. Primeiramente ainda nos surpreende a postura de algumas figuras populares e políticos, em não considerar a maconha fumada perigosa para a saúde.



O seu componente medicinal, CANABIDIOL – CBD, mostrou efeitos terapêuticos positivos para certas e bem específicas doenças e alguns sintomas de doenças como esclerose múltipla, epilepsia, e com algum resultado para certas dores crônicas como da fibromialgia.


Logicamente os pesquisadores sérios ligados à universidades estão aprofundando estudos dessa substância e seus efeitos benéficos e seus riscos colaterais para a saúde, doses e tempo de uso permitido. Na verdade, os trabalhos científicos ainda estão muito no início e realizados com muito cuidado.


O tetrahidrocanabinol THC o principal componente da maconha, é um alucinógeno, causando dependência grave. Fora os efeitos cardiológicos.


EFEITOS CARDIOLÓGICOS DA MACONHA

Sendo seu princípio ativo o THC, as pesquisas mostraram que ele se deposita nas células gordurosas do organismo humano e por conta disso, tem elevado seus efeitos de longo prazo, com o maior consumo da maconha:


  1. Aceleração dos batimentos cardíacos subitamente (chamamos de Taquicardia paroxística) fora da atividade física. A pulsação pode atingir o dobro da habitual, estando em repouso. Atenção, não é “overdose”.

  2. Palpitações ou falhas na pulsação, as extrassístoles que são muito frequentes e dos dois tipos conhecidos: ventriculares e supraventriculares. Surgindo em geral, aproximadamente após 20 minutos do início do consumo.

  3. A pressão arterial sofre rápida elevação, atingindo níveis de 200 x 110 mm Hg rapidamente, e se ficar de pé cai, provocando o que chamamos o quadro clínico de síncope do tipo cardiogênica.

  4. Enquanto se fuma maconha, ocorre um aumento da absorção de monóxido de carbono e redução da absorção e transporte de oxigênio, para o organismo em geral, prejudicando o funcionamento do cérebro e do coração.

  5. Por fim, a atividade física, deteriora de modo irreparável por alguns dias a capacidade física, até no simples caminhar.


Podemos concluir, baseados nas pesquisas médicas, que temos risco de infarto agudo do miocárdio quase 05 vezes maior nos primeiros 60 minutos após o uso da maconha comparando com os períodos de não uso. Além de provocar cicatrizes patológicas (fibrose) no miocárdio, detectadas pela ressonância magnética do coração, focos de arritmias cardíacas graves, diferente do infarto do miocárdio. Vale lembrar que o Skunk, é uma maconha com altíssimo teor de THC, levando à dependência psicológica rapidamente com efeitos danosos ao nível bem mais elevado e rápido.

Dr. Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Especialista em Medicina do Esporte


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